Brasil produziu 140 mil áreas profissionais de trabalho entre 2020 e 2021

Brasil produziu 140 mil áreas profissionais de trabalho entre 2020 e 2021

Decorrência é diferença entre contratações e demissões. País produziu empregos mesmo em ano de pandemia, mas cargos perdidos entre fevereiro e maio ainda não foram completamente recuperados.

O Brasil gerou 140.000 empregos com carteira assinada em 2020, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados divulgados na quinta-feira dia 28/01/2021 pelo Ministério da Economia.

Esse empenho é a diferença entre as contratações e as demissões. No ano passado, o país registrou 15 milhões de contratações e demissões.

De acordo com os dados governamental, 2020 foi o terceiro ano seguido com geração de empregos formais. Ainda assim, foi o pior resultado para um ano inteiro desde 2016 quando foram fechadas 21 mil vagas com carteira assinada.

GERAÇÃO DE EMPREGO FORMAL NO BRASIL (em milhões)
2019 teve o terceiro ano seguido com geração de cargos formais

O resultado positivo se realizou apesar do corona-vírus ter se estendido. A apuração mais recente dos economistas dos bancos é de que o PIB do brasil teria caído 5% em 2020. Nos últimos meses, entretanto, dados já demonstram uma recuperação do nível de operação e saída da crise.

Para o ministro da Economia, Paulo Guedes, a formação de empregos formais em 2020 é uma “notícia gigante”.

Em um ano aterrorizante em que o PIB caiu 4%, criamos 140 mil novas contratações. A preferência para o Brasil agora é saúde, emprego e renda. Torcemos que, assim que o Congresso volte, resolvendo as falhas das novas lideranças e presidências da Câmara e do Senado, que o Brasil possa avançar com as reformas.

Emprego no Brasil em 2020

Segundo o Ministério da Economia, mesmo com o desenvolvimento dos empregos formais a partir de agosto, não houve restabelecimento das perdas registradas entre fevereiro e maio. No período, início da pandemia no país, o Brasil registrou 1 milhão e meio de exonerações a mais do que contratações.

De agosto a dezembro, foram abertos 1 milhão de cargos com carteira assinada. Com o resultado positivo de janeiro entretanto, o ano fechou no positivo.

Em dezembro de 2020, houve desfecho de vagas. Foi um mês que naturalmente há demissões de trabalhadores com carteira assinada.

Em dezembro do ano passado, foram fechadas 67 mil vagas formais. No mesmo mês de 2019, as exonerações superaram as contratações em 300 mil cargos.

Setores da economia

A deslocação das vagas de emprego nos diferentes departamentos da economia em 2020 foi:

Saldo de vagas em 2020, por setor da economia

Por região

Segundo o Ministério da Economia, quatro das cinco regiões do país marcaram mais admissões do que desempregos no ano passado:

Programa de manutenção do emprego

O programa de manutenção do emprego, que viabilizou a cancelamento do contrato de trabalho e a diminuição de jornada com pagamento de uma complementação por parte do governo, colaborou a evitar a perda de empregos em 2020 e, com isso, auxiliou para o resultado do emprego formal nos últimos meses.

Conforme os dados oficiais, 9 milhões de trabalhadores possuíram jornada menor ou contrato de trabalho suspenso ao longo dos últimos meses. A previsão do governo é de pagar R$ 35 bilhões neste ano dentro do programa. Até o momento, R$ 33 bilhões foram gastos. Parte desses valores estão sendo pagos em 2021.

Dados do IBGE

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou que o desemprego no Brasil teve a terceira queda seguida em 2020, ficando em 13% no trimestre encerrado em novembro. Apesar disso, cerca de 14 milhões de brasileiros ainda permaneceram desempregados.

As informações são parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua, que usa uma sistematização diferente da do Caged, do Ministério da Economia. Os dados do Caged são apurados das empresas e expande no setor privado com carteira assinada, enquanto que os dados da Pesquisa Nacional são coletados por meio de pesquisa domiciliar, e envolve também o setor informal da economia.

Camaleão

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