Trump ou Biden: como será o comércio entre Brasil e EUA e como pode ser abalado com o resultado das eleições nos EUA

Trump ou Biden: como será o comércio entre Brasil e EUA e como pode ser abalado com o resultado das eleições nos EUA

Com essa pandemia, comércio mútuo caiu a níveis de 2008. Porem, para analistas, recuperação e elevação da corrente de negócios depende mais da dinâmica da economia global e da diversificação das exportações do que do perfil de aproximado dos governos.

A eleição do próximo presidente dos Estados Unidos terá impactos em todo o planeta, pois irá definir quem será o próximo presidente de uma das maiores economias do mundo. Apesar de grandes expectativas e incertezas sobre o que pode mudar no xadrez da economia global, a vitória do democrata ou do republicano deve ter poucas implicações no curto prazo nas ligações comerciais entre Brasil e Estados Unidos, avaliam os especialistas em política externa e comércio do exterior.

Analistas e pesquisadores informam que os EUA têm se mantido como o segundo maior parceiro comercial do Brasil e que, independentemente do resultado das eleições, uma ampliação do fluxo de negócios bilaterais leva mais em conta a mais da dinâmica de recuperação da economia e de uma grande diversificação e competitividade da pauta de exportação do que necessariamente da política do próximo governo ou de maior alinhamento entre os países.

Dados da balança comercial brasileira exibem que a corrente de comércios (da soma de exportações e importações) entre Brasil e EUA, vem se mantendo historicamente equilibrada na última década, num patamar entre US$ 60 bilhões e US$ 70 bilhões por ano. Em 2019, ficou em R$60,8 bilhões. O melhor resultado dos últimos anos foi registrado em 2014, quando somou R$ 63 bilhões.

É entendido entre os analistas e pesquisadores, entretanto, que diante uma eventual vitória de Biden a agenda ambiental deve se transformar em um tema prioritário na relação bilateral e em negociações comerciais.

O Estados Unidos é o 2º principal parceiro comercial do Brasil

Os EUA são a direção de 10% do total de exportações do Brasil e são também a 2ª principal origem de importações brasileiras, representando 17% das compras totais feitas pelo país.

Ainda que a China tenha superado os EUA como o principal parceiro comercial do Brasil, os Estados Unidos têm mantido o seu nível de participação nas trocas totais do país. No acumulado nos 9 primeiros meses de 2020, porém, a fatia caiu para 13,3% do total, enquanto a China viu o seu percentual subir para 29,8%, em meio ao forte apetite por commodities brasileiras, como minério de ferro, soja e proteína animal.

Comércio entre EUA e Brasil desmorona em 2020

A grande adversidade do comércio bilateral entre os dois países no momento é recuperar o patamar pré-pandemia. Levantamento da Câmara Americana de Comércio mostra que a corrente de comércio entre Brasil e Estados Unidos desmoronou em 2020 para o menor patamar desde a crise internacional de 2009.

A soma das exportações e importações entre Brasil e Estados Unidos no acumulado de janeiro a setembro caiu 20,1% em relação ao mesmo período de 2019, para US$ 29,4 bilhões o pior resultado para o período dos últimos 10 anos.

Camaleão

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